segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

ANTES

Sereias e piratas.

- Um capitão-mór vale mais que dois morgados.



DEPOIS

- Profundo, denso, questionante, ontológico.

- É fixe!

Não há fome que não dê em fartura.

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Uma manhã de compras e uma tarde de ligações.

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Cmdt. - E nós ainda nem começamos o concerto.









Imediato - Não sejas acanhado, comandante.





Marujo - Arte é doença e ninguém escolhe as suas doenças.



Bancário - Isso não se faz às pessoas.


segunda-feira, 1 de Junho de 2009










segunda-feira, 23 de Março de 2009


"Fiquei surpreendido ao perceber que o navio ainda flutuava, que o tombadilho da popa continuava inteiro - e, sobretudo, ao ver sobreviventes. A tranquilidade do céu e a serenidade do mar também me surpreenderam verdadeiramente. Não sei, talvez estivesse à espera de vê-los a todos tremendamente apavorados...

(...) E contudo o ar, o céu - um fantasma, algo invisível chamava pelo nosso navio."
(Conrad, J., Juventude, quasi tr. 2008, pp., 36 e 40)



1)- Jazz espacial!

2) - Gostei, mas não faz o meu género!

3) - Então, é assim que vêem a música dos astros?

- Hoje é assim - responde o Comandante.

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Trio Fragata

A Música das Esferas


Concerto electro-acústico com projecção de imagens tendo por mote a música das esferas. As principais referências são um diagrama do kosmos e uma escala que faz corresponder intervalos sónicos às diferentes distâncias e velocidades das esferas (oito esferas e estrelas fixas).

Flores - 22 de Março

Terceira - 21 de Junho

Pico - 20 de Setembro

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Número de abertura

Apresentação da escala cósmica para contrabacio monocórdico.

"Lição de música com o senhor Pitágoras" na presença do Fundador do trio

"«Ensinei-vos sempre de novo, como cada tonalidade possui determinado carácter. A frígia actua... sabes dizê-lo, Trasímaco?»

E tu Albino do Lanhoso?

«A tonalidade frígia actua por forma excitante; a mixolídica tem efeitos lamentosos, a eólica convida às proezas cavalheirescas»

Bem, senta-te.

«Astronomia e música estão em estreita relação uma com a outra, notai-o bem. Os astros, em seu giro à volta da terra, emitem uma música misteriosa.

Não há motivo algum para vos pordes a rir, vocês, lá no fundo no último banco»"

(Manual: também tu entendes a música, p 15-16)

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Quem tem o trio tem tudo.
A que outra música das esferas se pode aspirar?

domingo, 1 de Março de 2009

Aviso à navegação

Por ordem do alto comando o clandestino encontra-se em iatreîa de psyché.

Simplece Deriva

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Dispensa, com efeito imediato, para retiro secular com Ernesto Rodrigues, conceituado músico da Praça do Comércio.

Enviar verylights em busca de Imediato perdido algures no Porto de são Fernando.

Pelo Comandante;

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

O Cmdt. informa que foram adquiridos 19 escareles que servirão de berço à edição, agendada para breve, de uma Pen com a obra completa do trio.

domingo, 25 de Janeiro de 2009

RITMOS E DANÇAS

sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

CANTATA

Com uma INTRODUÇÃO DE 59 COMPASSOS,
onde o sol perga à lua várias vezes quando havera amanhecer
Wagner do poço d'areia ou Cabo da Praia ou Moniz.


O filho da nossa terra, cantor, compositor/artista plástico, músico, maestro

será também o orquestrador?

Vivaldi e mil tarolas

Jogar poker com os electricistas
1000 EUROS por minuto x 40
então eu conto: 1,2, 3.

Se o comandante não tivesse sugerido tocar pizzicatto nas suas partes aquilo estava tudo fodido.
O orquestrador?/maestro aceitou, mas isso não chegou, nem de perto nem de longe, para salvar o caos em que o grilho falante filho da nossa terra se meteu com peito de guerra e com sorriso de rico. É pena não ter brilhantes.

Vá de la férias.

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Venho por este meio esclarecer que a banda "Trio Fragata" não tem nada a ver com a miséria que vai no mundo.

Pelo Comandante

sábado, 15 de Novembro de 2008



sexta-feira, 12 de Setembro de 2008



sábado, 30 de Agosto de 2008

a noite da cavala ~ talvez para o ano.

a noite do hematoma -prevista para o último fim de semana de Setembro no bar da piscina dos Biscoitos.

.^.

O clandestino tem a casa 12 vazia.

2008 o Ano das algas é para ir para a frente.

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Escrito chegado por doação do Comandante

Há os presseguidos pela Fama,
há os precedidos pela Fama.
Dos primeiros, diz-se pensarem
que presseguem a fama, não se apercebendo
de que a posição é inversa, e daí,
portanto, nunca se encontrarem;
Dos segundos, diz-se - Trio Fragata!


Clandestino

quinta-feira, 20 de Março de 2008

Coreografias:

espaço TERCOM

Quiosque Corte-Real.
1.Preso por ter sido apanhado a roubar nêsperas na praça, faz hoje cem anos que o Chá-Preto fugiu da cadeia.
Posto numa cela das traseiras, por suspeita de falta de decoro do próprio não ficou nas celas que davam para a rua Rei Dom Carlos.
Tinha largas nos pátios (podia fugir...), não fugiu antes em consideração ao carcereiro que lhe dava as largas.

2. O Walter lançou a 1ª demo: Black list.

temas gravados: "a acta."

sábado, 8 de Março de 2008

Medalhados: 1969


domingo, 24 de Fevereiro de 2008


domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Pelo cmdt., foi recriado o tampometro derivado do TONG LESS BELL

O único senão é que consta que Torquemada - autor, entre outras façanhas, de o mais arguto problema de Damas - também o tocava.

Ouviu-se "lamentación en hebreo", Paraísos Perdidos, Jordi Saval: 2006.

sábado, 2 de Fevereiro de 2008





O cmdt. está na neve.
O imediato está a aprender mexicano.

domingo, 27 de Janeiro de 2008

- Isto é o que diz a pomba branca.


(continua)

domingo, 13 de Janeiro de 2008

Descoberta de um novo instrumento.

Novas gravações:
a) prelúdio para show lésbico.

domingo, 6 de Janeiro de 2008

sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Leituras para todos os tripulantes










domingo, 30 de Dezembro de 2007

Para breve uma edição (em fase de pós-produção) do disco "Uma fuga ao vivo/runing to be alive", agora renomeado de:

ALGAS VIVAS.

(vide "2008 o ano das algas")


Notas:
Aconselha-se os fãns a ouvir vários temas do trio em simultâneo. Isso incentiva a produção de novas músicas.
Pode dar jeito a Djs.
Pelo Cmdt. usando o Desk da ponte.

terça-feira, 18 de Dezembro de 2007



domingo, 16 de Dezembro de 2007

"O consumidor real torna-se consumidor de ilusões."

(Guy Debord, A sociedade do espectáculo)

Quantas bandas de rock usavam sopros?

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Um brinde à nova carreira de Frank Zappa, à mulher e à filha.

O trio Fragata também tem os seus momentos.
No século passado fazia furor.

domingo, 9 de Dezembro de 2007

Finalmente, o trio retorna à década da Harmónica Mariense:

"Como se vê já naquele tempo os problemas era de toda a ordem e a desmotivação, quer das direcções quer do maestro, eram o pão nosso cada dia." (Sr. Adriano, 1999, p.77)


"Muito embora e como é natural, não tocassse nenhum instrumento muito bem, já que lhe faltavam as horas de ensaio suficientes para tal fim." (Sr. Adriano, Op. Cit, p 78)

domingo, 25 de Novembro de 2007

domingo, 18 de Novembro de 2007

A CODA da Ladybird é perigosa.
Acaba em sus.

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

'ameaça de motim' na capela da academia das artes com público vivo

sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

são francisco xavier e o milagre do caranguejo na ilha de ceram

Eis o mais recente disco do Trio a ser lançado este fim de semana numa das praças da capital da ilha do cabo principal da esquadra de Maria.

Está aberta, por ordem do Cmdt., a vaga de colaborador.

sábado, 20 de Outubro de 2007


O Trio, sempre na senda dos festivais Outlaw (ou Autmun Law), desloca-se ao festival de Jazz da capital da ilha do cabo principal da esquadra de Maria.

Espera-se uma aparição do trio a contar para a reforma.

Há suspeita de ocorrência de doença súbita e pedido de reforma.


(Henry Grimes)








sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

traumas de D. Quixote

segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Histórias do Miles

“Nessa noite, houve uma festa numa big fucking mansion. Chegamos lá e a casa estava cheia de brancos ricos. Eu estava sentado a um canto, metido na minha vida quando a mulher que tinha organizado o festival – Elaine Lorillard [Newport Jazz Festival de 1955]– aproximou-se com uns outros brancos parvos e cheios de sorrisinhos e disse algo como ”Oh, este é o rapaz que tocou de forma tão bela. Qual é o teu nome?”
Ela está ali a sorrir como se me tivesse feito um big fucking favor, certo? Então eu olhei para ela e disse-lhe “Fuck you, eu não sou nenhum fucking boy! O meu nome é Miles Davis e é melhor lembrares-te disso se alguma vez quiseres falar comigo.” Depois disso fui-me embora deixando-os chocados como uns motherfucker. Eu não estava a tentar ser nojento nem nada que se pareça, mas ela chamou-me “rapaz” e eu não suporto este tipo de bullshit.”

(Miles Davis & Quincy Trope, Miles - The Autobiography, p.191)

segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Histórias do Miles

"Os bateristas encartados (legit drummers) não conseguem solar porque não têm imaginação musical para improvisar. Como a maioria dos musicos clássicos, tocam apenas o que se lhes põe à frente. É isso a música clássica; os músicos apenas tocam o que lá está e nada mais. Podem recordar-se e ter a habilidade de robots. Na música clássica se um músico não é como o outro, se não é de todo um robot como os outros, então os outros robots fazem pouco dele ou dela, especialmente quando eles são negros. Em termos dos músicos que a tocam, é apenas isso a música clássica - robot shit. E as pessoas celebram-nos como se eles fossem grandes. É claro que existe música clássica muito boa feita por grandes compositores, e existem grandes músicos mas eles têm que se tornar solistas - o que não deixa de ser tocar como um robot e muitos deles sabem que é assim, embora não sejam capazes de o admitir em público."
(Miles Davis & Quincy Trope, Miles - The Autobiography, p.244)

sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

"Escuta: combatente destacado para, durante a noite ou em ocasiões de nevoeiro, detectar pelo ouvido a actividade do inimigo."

quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Histórias do Miles

"Eu não quis tocar mais daqueles sets de "quarenta-vinte" (forty-twenty) que os donos dos clubes queriam que todos tocassem. Queriam que começasses o teu set vinte minutos depois da hora e que tocasses até ao fim da hora e depois voltavas vinte minutos mais tarde e tocavas outro set. Às vezes, numa só noite, acabavas por tocar quatro ou cinco sets desses e estavas cansado como um motherfucker. Esta é uma das razões porque se usavam drogas - sobretudo cocaína - porque tocar daquela maneira era muito cansativo."

(Miles Davis & Quincy Trope, Miles - The Autobiography, p.201)

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Foi convidada pelo Cmdt. uma contramestre.

Há um afinador de pianos que um dia ainda gostaria de pertencer à tripulação.

O Cmdt. foi nomeado assistente tendo sido dispensado da instrução e da inscrição.

sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Todas as semanas fazemos um disco.

Cmdt.

quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

doacção de obras do trio à colecção Berardo concebidas e entregues in loco por 500 velas, marujo, ilustrador e Francis Fanal Drake.



















quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

A CÉSAR o que é de CÉSAR, PDL

Por nomeação de CÉSAR, Tomé é assessor de imprensa. Carlos Tomé, toda a gente sabe quem é.
Por pouco não entrou na excepção legal dos reformados imprescindíveis para a Região (quantos são?). Entretanto, escreveu um livro.

Mesmo a calhar. Tomé terminara um contrato a prazo como director de informação da RTP- Açores, "um dos principais passatempos dos açoreanos" (Dr. Osvaldinho ("não me trate por Dr. que eu não o sou"), congresso da cidadania, s.d.).
Tomé, contrapondo nos media ao entertainer da oposição, afirmou: "estava desempregado e arranjei trabalho".

Nada a ver com CÉSAR (que, esse sim, estudou lá fora e, diz-se, já tem diploma).

Só agora é que ele é de CÉSAR. Com Ética (no desporto sempre disse a verdade) brio e muita experiência.

Já lá vai o tempo em que tinha que exercer funções sob condições adversas, como quando Osvaldinho dizia nos media: "Estamos mesmo a cortar nas horas extraordinárias, não é só no SATA Rallye." (2005)

Continuará OSVALDINHO a interpretar o papel de filtro nas comunicações CÉSAR / MOURA?

(1).

Será que todos os Tomés são de César?

notas:
(1) PLANTA de FILTRAGEM (abreviada): CÉSAR via SMS OSVALDINHO via SMS PEDRO MOURA/O mago do "Bom Dia Açores", 4 horas de magazine quotidiano com o Osvaldinho pelo meio. Em prol das GENTES Açoreanas e das agências da SOLIDARIEDADE, as principais notícias.

(2) CÉSAR, TOMÉ, POSSIDÓNIO (O poeta e o melhor), a embaixadora ALZIRA (a incansável) , CARLOS MEDEIROS, os REFORMADOS IMPRESCENDÍVEIS, entre OUTROS DAS GENTES AÇOREANAS poderão estar (alguns já estão, ou estão a chegar, ou já fizeram chek in) muito bem EM WASHINGTON. Ainda há lugares nos não-fumadores.

(3) Começa o Angra Rock





menina da nossa «ila» que trabalha na Corn Flakes Road.



terça-feira, 7 de Agosto de 2007

O tempo continua inseguro.

Ordens do CMDT.


Comemora-se o alargamento do território nacional.
Três salvas.


sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

revisitação do fórum "trio Fragata - da Terceira, sons de primeira"

Sir Francis Fanal Drake

Para o Trio Fragata:

Das que me chegam a bordo, realço esta que sobremaneira se destaca: a actuação do trio fragata no «antro» policultural da (Corn Flakes Road) rua da Palha, Farragó; por ocasião dessa grande efeméride, o cinquentenário de carreira e obra de D. Manuel de Bayeta esse inigualável «canalizador» de experiência engenh0 e arte populares ; dis(tinto) percussionista e não menos tocador de apito em dobra de folha de flandres.
Realmente é de admirar a incondicional modéstia de vossas mercês!

Adula, vigila,amara!...

S.F.F.D.


02-08-2001

segunda-feira, 30 de Julho de 2007


quarta-feira, 25 de Julho de 2007

dedicada aos cépticos

e organizada pelo clube de fans retornadas, está patente na sala de jantar a exposição de Verão de medalhas e placas do trio. Incluem-se, entre outras, a placa "o rosto de Cristo" e a famosa medalha de homenagem ao fundador.


quinta-feira, 28 de Junho de 2007

500 velas - revisitação el fari (por escrito)

No meu tempo anarco-niillista não havia nada disto? Havia e muito melhor que não apareceu o nosso melhor no que morreu cedo e não aparece aquela como se chamará o amigo de almada desaparecido também bem como não vale a pena em madrid e em lisboa estar-me a lembrar da nossa do dum que admiro o e daquele hoje o branquinho depois lembra-me do Amadeo Sousa Cardoso, mário casariny e gosto muito do anexo 2 e do 3.

El Fary morrio

quinta-feira, 21 de Junho de 2007

microfilmes do disco branco

Servicio solicitado:
Gravação sonora e gravação video, incluindo pós-produção e pessoal técnico.


Material a utilizar del estudio de sonido:

Todo o material (?).



Material Ajeno: Instrumentos y material propio.



Cortes musicales a realizar y duración:

??

Temporalización Estimada ( Días y Horarios):

informação já enviada a Maria Guedes: preferíamos, se possível, trabalhar apenas à tarde (das 14 às 18 horas); quatro tardes para gravação sonora; duas tardes para pósprodução sonora; todas as tardes para gravação vídeo incluindo trabalho no laboratório de imagem.

domingo, 10 de Junho de 2007

Disco Branco Sem Escuta

Um texto é para ser lido, como comunicação? Sem sons?... pensar nas alcouces dos tempos idos, de classe em classe, gratificando o alterego dos que rodeiam, em glorificação dos tablóides enfermos de dados.

Sociedades de Especialistas.

Igual...mente, requer o apelo, sussura-lhe a incompreensão, apela-o na perda de tempo, em suma, no turbilhão; buscas de bolina e través, com voltas ao vento, ao ritmo das correntes ausentes, sempre para um 'disco branco'.

Sem os sons que ouves e todos os podes que escutas, todos, lanchas rápidas no mar, produtos conheço, no efeito de vaguear como a sardinha, fumo na brasa, aquece, as frias cavalas de gosto eloquente.


500 VELAS

terça-feira, 22 de Maio de 2007

Disco Branco ~ Trio Fragata no Alpendre ~ Sábado, 28 de Abril / 5 de Maio de 2007

Trio Fragata ~ DISCO BRANCO

Depois da fulgurante estreia de ‘Vamos Pr’a Santa Rita e Pronto’ (2002) e após quase duas décadas de vida, o Trio volta novamente aos espaços circulares, remoendo a mesma fome de infinito. Se calhar por a tripulação deste navio fantasma ter sido atacada há muito por um sonoro vírus alienígena, que a faz andar por aí à volta do mundo, em nome de Corte-Real e com os olhos postos em Saturno.

E não é que Oficial e Tripulantes se lembraram (em memória de quinhentas velas draconianas?) de pedir a este pobre diabo umas palavras de apresentação? Como poderia negar o convite?

Ó deuses velhos e iracundos, iluminem-nas com o magno poder dos vossos raios, para que possam, senão com a mesma intensidade-fragata, pelo menos com um não menos zigue… ziguezagueante sentido, planar nas águas cristalinas que nos circundam.

Mas, pensando melhor, a música dispensa o blá-blá, pelo que me fico por umas breves notas sobre os fantasmas: Comandante, Imediato e Marujo. Juntamente com essa preciosa aquisição que dá pelo nome de Ilustrador, sem esquecer (avoé!) o Clandestino.

O Comandante, figura de proa, permanece em silêncio quando inquirido sobre o rumo que deu à tripulação. Ou então sussurra um Pois… que se prolonga, como se sob efeito de uma reverberação metafísica. E assim mesmo estica as cordas do seu instrumento, que amplifica de um modo atlântico. E seja pelo sal, seja pelo sol, há qualquer coisa de exótico no modo como mistura a tabela das notas e as torna enigma, estranheza.


O Imediato, figura do tombadilho, dedica-se à antiga arte dos ventos. Sopra ora com fúria, ora como que possuído pelas vozes do além. Não raro percute outros modos, porque, está visto, ele é um timoneiro de sonoridades. Que se evapora entre o alísio e o suão, onde, diz-se, ginga como um toureiro. Consta também que anda levantino, em amena cavaqueira com o engenhoso e nobre fidalgo da Mancha.

O Marujo, figura tribal, entrega-se com afinco à frenética dança do floreado. O seu batuque, crispado, arrastado, imbuído de apelos, parece apostar nas perpendiculares dum novo cartolano, onde já não importam os portos de terra firme, mas tão-só as estrelas obscuras e longínquas dos abismos do aquém e do além.

O Ilustrador, enfim, que passa das terebentinas, madeiras, pigmentos e outros álcoois à invocação desses náufragos que povoam os sonhos e andem por aí enroscados em mil e um instrumentos pechinchinhos. Dizer por isso que a fúria é nele um prolongamento dos pincéis, é evocar rastos e rastilhos que há séculos nos inquietam.

Esta a tripulação que nos trouxe aqui para a estreia mundial do Disco Branco. Sorte a nossa, que podemos abanar o capacete, sacudir o pezinho e fazer das tripas música, debaixo deste alpendre.

Se é música electro-acústica, jazz do coração, experimental, aleatória pouco interessa. Basta-nos que seja música Fragata, como quem diz musica figurata (e para que não se pense que isto não é um texto sério veja-se o Dicionário Oxford de Música, pp.485).

Um aplauso para eles. Vá, não morram, batam lá essas mãozinhas. Isso… isso… com ânimo. E agora: três hurras para o disco.

Trio Fragata!

El draconiano das 500 velas

quarta-feira, 2 de Maio de 2007

nota presencial




A gravação que poderia ter sido feita em Las Palmas ( tal desencontro puxa, todavia, algum brilho à natureza malfadada do trio, o que não é de descurar) - não fora a "experimentación sonora " das ilhas acabar em Agosto - está editada em versão Cd cujo lançamento contou, entre as suas estrelas, com o preâmbulo de Carlos Bessa, com a presença supreendentemente física e metafísica do clandestino e com público simpático.








"Faltava um cantor." (Uma jovem)



"Genial." (Um génio)



"Poderia ser mais rápido." (Um jovem)



Senti-me no espaço." (Uma antropóloga)
Nota:
Aguarda-se relatório percentual e motivacional de compras, vendas e outras acções.

sexta-feira, 27 de Abril de 2007

“EXPERIMENTACIÓN SONORA”



sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Relatório médico (opus 3)

O TRIO FRAGATA

Uma vaga de médico de bordo levou-me a entrar nesta Fragata pela primeira vez e a conhecer a sua tripulação.

O Comandante, figura estranha e de porte altivo, raramente é visto no convés. Quando me apresentei pela primeira vez no seu camarote falou-me da “Novela Do Auxiliar Pianista”. Exemplificou-me também, no rebecão e sempre fortissimo, a forma musical predilecta da Fragata: o aquecimento, definindo-a como algo semelhante ao stabat mater, poemeto sobre as sete dores da virgem Maria.
No porão, contudo, correm zuns-zuns que ele é daqueles comandantes (como os de Hong-Kong) que, se fosse dono da sua vontade, nem o navio nem os tripulantes chegariam vivos a qualquer porto. A realidade é que ele já atirou o rabecão ao mar, gastando assim as suas parcas energias, e a sua última ordem foi “ passa a ser proibido atracar em portos sem terra” e não se rala com coisa nenhuma.

O Imediato é o tripulante mais difícil de lidar. Obstinado pelas grandes viagens, cultiva um interesse genuíno pela navegação e não é primeira vez que passa tormentas nos mares asiáticos. Lança apitos estridentes e para o encontrar basta ir ao tombadilho. Fala e muito e de tudo, com todos aqueles que frequentam aquela zona, como sejam o Sota-piloto-de-barra-leitor-freelancer-bailarina que teima em abandonar a embarcação sempre que ela larga amarras; o clandestino, que através do Imediato, mantém o nome mas não o estatuto - todos sabem que frequenta a sala de oficiais e que é homem de poucas palavras, o ilustrador-de-bordo que ainda não o é e para o ser precisa de uma semana, ou ainda o poeta da proa que não se cansa de exclamar com voz de bombardino: “isto é um verdadeiro um navio!”

O Marujo, sempre rodeado de mapas e com algumas vagas noções de navegação é figura arritmada embora já tenha tocado tambor para galeotes. Sempre que se fala em carreira na marinha, faz questão de dizer que abandonou livremente a carreira promissora de grumete que lhe fora oferecida. Navega com boa vontade mas tropeça muitas vezes no cordame. Raramente se deixa levar pelos devaneios dos oficiais mas regista-os, acumulando funções de escrivão. Travou comigo uma longa conversa sobre a carta para Mozart de seu pai, onde este dava a notícia que não viajaria de coche por cuidado com as suas duas ameixas (incluindo os caroços).

A Tripulação, na eterna dúvida ‘se é para continuar ou não’, reúne livremente no castelo da proa. Ouve-se, no máximo como aconselha o Comandante, o verdadeiro sucesso “Vamos P'ra Santa Rita e Pronto” (edição particular, 2002) - apesar ter esgotado, poucas horas após o lançamento, as vinte e duas cópias, amoleceu a ligadura entre fanáticos, mecenas e sócios não-tocantes. Um destes terá desabafado há distância e sem rigor de compasso[1]: “eu não sou músico, eu era era bom sócio”.
Este Trio já foi jazístico, instrumental, conceptual, electrónico, milagroso, pantanoso, malfadado, virtual e, mais recentemente, libertário (noutras versões, liberal) o que, se calhar, sempre foi o Conium maculatum (bebida venenosa) do agrupamento.
Lê-se jocosamente a impressão negativa que João Martins terá sentido ao assistir à derrota na baía do rock[2]. Eu próprio falei com ele que me confidenciou que “o Trio reunia alguns músicos conhecidos e respeitados". Comenta-se a participação do Trio em forma monádica[3], no aniversário de um célebre actor, realçando-se a surpreendente intervenção do comandante (Jean Michellenes).

Declaro que o agrupamento recusou livremente uma aparição promocional do CD “Vamos P'ra Santa Rita e Pronto” na FNAC de Almada. Sofreu também, mais recentemente, duas recaídas: uma só com “originais nossos” (quinhentas velas dixit) a partir de poemas de Carlos Bessa, no projecto “Em Partes iguais” apoiado pela ARTCA; e outra no Castelo de São João Batista, mostrando, nos ossos da morte-viva e num ambiente de total Freddeza, “Como desencantar a sem par Dulcineia Del Toboso” (PARTE II, cap. XXXV, do D. Quixote de Miguel de Cervantes Saavedra do qual se celebravam os quatrocentos anos da primeira edição).


4 de Abril de 2007

Famoso Doctor de bordo,
Albino do Lanhoso
fundador, entre outras, da Marcial Mariense.

[1] Teoria da Música de Ernesto Vieira, “os vocábulos italianos”, lição XLVIII.
[2] PróMúsica, Vol.5, nº55, Agosto 2001.
[3] Metafisicamente pode dizer -se que o Trio são 10 mónadas; o equivalente, por exemplo, a 4 trios e 6 duos.

quinta-feira, 29 de Março de 2007

TRIO FRAGATA

OS CINCO NO TALLER

“EXPERIMENTACIÓN SONORA”


Jean Vigo, L’Atalante, 1934


Sede do Alpendre. Angra do Heroísmo.


28 de Abril e 5 de Maio de 2007 pelas 21h30 .

Entrada gratuita.

(Se fizer questão em comprar bilhete tem direito a um Cd do Trio.
Só há 75 bilhetes!)

quarta-feira, 28 de Março de 2007

...Soltou duas peças de artilharia... cap. XLI

sábado, 24 de Fevereiro de 2007

Ao Zé Letria que também sofre de azia

Estão livres de perigo os homens ocupados
Fora de tromboses e astenias
Assente nas ombreiras
Dos homens da rua
A cidade flutua
Mas há quem padeça ao vivo
De azia papeis selados
Bilhetes de lotaria
Bombons de todos os dias
Estão livres de perigo os homens fáceis
De gestos livres conta-corrente chaveiro
Gambrinus se houver dinheiro
Ó Portugal do meu lado
Para onde vais embarcado?


José Afonso, escrito na prisão de Caxias, 11 de Maio de 1973.

quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Estados Unidos do Espírito

Depois de uma semana na América pobre - onde comprou dois pares de sapatilhas marca Bush - o comandante encontra-se na cidade do Pecado sendo transportado num Lincoln (a mesma marca das Limo) "todo branco" e visitando as mesas, sloths e restaurantes de todos os casinos. Depois regressará à quinta do milonário e ao seu quarto com cama toda torneada (tipo Luís XIV/XV).

Num dos vales da América rica, onde de só de manhã se tem sede, o ilustrador encontra-se a tirar a especialidade de condutor de Hummer numa Milk Farm.

O dispenseiro está lá.


Os carmas ate as tantras.
Komandor e ajudante de campo.
A Siberia no Atlantiku.
Terry Poustovgar.
Nao me sinto nada de verão.
Alex Lanovy.
Considerações en sal benmolo.

quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Danças e estudos de "Los Azoreanos"


Possidónio (O poeta e o melhor) em indeferido a partir de Montevideu

(Dom) Carlos César e comitiva encontram-se muito bem nas “Sanjoaninhas” de São Carlos do Uruguai. Segundo a embaixadora Alzira (a incansável) defensora não só da diáspora mas também daqueles que poderão ter sido açorianos: é de continuar com:
“Dança e estudos”
Não descurando o turismo solidário de apoio com qualidade para todos,
e boas relações com todos os presidentes de junta,
acrescenta o poeta da verdade nua e crua.

Segundo José Joaquim ( o 2º melhor) poderão ter sido 56 ou 57 as famílias açorianas que atravessaram o rio da Prata, mas 20 não eram verdadeiramente açorianas e as restantes poderiam já não o ser.
Contas feitas, mais valia ter ficado com o subsídio entregue por mão própria em Agosto passado (tanto e tão pouco quanto o total da audácia chumbada nº 3) e dar-lhes o total dos custos, justificando na mesma a oferta, em parte, na “solidariedade social” dos açorianos para com “Los azorianos” e as restantes partes na “identidade e cultura”.
Concorda que 'o velho' participe voluntariamente até um máximo de dez semanas numa novela da TVI?

quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006



- prá que é que estás a fumar aí fora?
- p´ra levar co vento pela puta da cara fora.
- é isso?
- pudera...
- bom! ...
...................................................................................

o trio e o sexteto


o sextavado vai para além das trindades
só aprecia chaminés de mãe posta
- demoreia a perceber.

quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

o Trio ...




em figurado modo volátil

terça-feira, 7 de Novembro de 2006

grelha de prémios "Outono Vivo"


"Outono, folhas.
Folhas? papel!
Papel? livros!
Ai papel!"
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Biografia de um culto apolítico.
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Prémio 'Guerra aérea e literatura': A palavra do grande W G. SEBALD



Prémio musical: concerto para bebés e Workshop.


O berço da sensibilidade musical

Os concertos para bebés são um projecto experimental e pioneiro no domínio da produção musical para a infância, a nível mundial. Nasceram em Leiria, em 1998, na sequência de dois outros projectos de formação no âmbito da música para crianças até aos cinco anos.
A ideia saiu do gabinete de projectos especiais do Orfeão da cidade, coordenado por Paulo Lameiro, o maestro e condutor dos espectáculos, que já ultrapassou fronteiras. "A ideia base e fundamental é proporcionar a recuperação e manutenção dos níveis de aptidão musical existentes no momento em que a criança nasce; promover a audição de música acústica, com géneros e intérpretes de qualidade, em idades cujo processo de aprendizagem é mais estruturante (até aos cinco anos, porque aos seis é tarde de mais)", lembra Paulo Lameiro, que acrescenta ainda: "Sensibilizar os pais para o papel que lhes cabe no desenvolvimento da aptidão musical dos seus filhos ainda bebés; desenvolver novas estratégias de ensino, no sentido de as aproximar da realidade actual, e dos dados mais recentes no domínio da pedagogia musical; incentivar os músicos práticos a novos canais de comunicação; criar novas referências para o ensino da música e dos instrumentos; e contribuir para a realização de novos materiais pedagógicos".
O maestro diz que o objectivo "não é formar ou criar pequenos Mozarts. Não é nada disso. É tentar provocar-lhes e descobrir-lhes novas sensações, observar que sons provocam uma alteração de comportamento na criança". E explica: "É possível observar numa criança, pela sua reacção física e pela forma como se movimenta, como é que ela está a sentir a música". (retirado de Jornal de Notícias)


Prémio 'dar ao litro': jovem pianista Japonesa Hiromi.




Prémio Desprezo: conjungação montras e artes plásticas.

"Sóseperquem as que fiquem no chão. Táva à espera doutra coisa". (ilustrador)




Prémio 'Pelouro': mais um trio.



sábado, 7 de Outubro de 2006

AUDÁCIAS CHUMBADAS (3)


Aviso: a comemoração ficou entregue a pessoa mais conhecida que estreará uma outra ópera (iac) cuja data de estreia aparece, de seis em seis meses, no jornal local.
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MONSENHOR JOSÉ MACHADO LOURENÇO
Presidente da Direcção do IAC entre 1956 a 1978
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ORÇAMENTO
Comemoração operática dos 50 anos do I.A.C.
Concepção e composição:
5,000 euros
Caché para cinco elementos (trio, sax tenor e uma bailarina):
3,000 euros
Concepção da componente de imagem:
800 euros
Supervisão de Pós-Produção (DVD):
5,350 euros
Gravação e mistura:
1000 euros
Captação de imagem:
(não orçamentado)
Luminotécnico, aluguer de aparelhagem de som e de luz:
(não orçamentado)
Viagens, alojamento, transportes e alimentação (bailarina, luminotécnico):
(não orçamentado).
Total: 15,150 euros

Trio Fragata, 2004

Pelo Comandante,

sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Leituras para todos os tripulantes

Artigos prestados sob julgamento, de modo a garantir uma melhor conservação da sociedade de ladrões
Artigo
II
(...) para quem defraudar a companhia no valor de um dólar em loiça, jóias ou dinheiro, o abandono será o seu castigo (...).
III
Pessoa alguma jogará às cartas ou aos dados por dinheiro.
IV
As luzes e as velas serão apagadas às oito horas da noite. Quem, entre a tripulação, tiver ainda uma inclinação para continuar bebendo que o faça sobre o convés.
VII
Abandonar o navio ou os postos de combate a meio de uma batalha é ofensa punível com a morte ou com o abandono em terra erma.
XI
Os músicos terão descanso ao sábado mas em nenhum dos restantes seis dias e noites sem favor especial.
Capitão Johnson, História Geral dos Piratas, (Cavalo de Ferro).

domingo, 1 de Outubro de 2006

Hoje é dia da música, em parte, porque é o dia de anos do Jorge Soviético.


O comandante é que corta o bolo.


pelo comandante,

segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

Tarquíninos

9/11, 1891:
20h30: 1º tiro;
20h31: 2º tiro;
20 minutos de agonia;
20h55: sob o signo da esperança e ameaça da loucura, “faleceu-se” Antero Tarquínio de Quental.

quarta-feira, 9 de Agosto de 2006

Tarquíninos

V
1877: Vai a Paris consultar Charcot e tenta uma cura hidroterápica em Bellevue. Aqui, apaixona-se por uma aristocrata francesa. O fracasso amoroso quase o leva ao suicídio.

sexta-feira, 28 de Julho de 2006

Tarquíninos

IV
1866: Debate-se em duelo à espada com Ramalho Ortigão.

terça-feira, 25 de Julho de 2006

Tarquíninos

III
1861: Em Abril participa na fundação da Sociedade do Raio, uma sociedade secreta que se caracteriza por lançar desafios blasfemos a Deus durante a ocorrência de trovoadas.

quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Tarquíninos


II
1859: Em Abril é condenado pelo Conselho de Decanos a oito dias de prisão por, com outros estudantes, ter tomado parte num acto praxístico - armado de um cacete e com o rosto coberto, «dando grau a caloiros e cortando-lhes o cabelo».

sexta-feira, 7 de Julho de 2006

Tarquíninos


I
1842: Em Ponta Delgada, a 18 de Abril, nasce ...

quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Rádio Mozart

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É embarcar; sobretudo neste ano Mozart.

quinta-feira, 4 de Maio de 2006

O piloto do arco-íris

proposta clandestina de acumulação de cargo para o sota-piloto - ...

"
O certo é que, pelas noites de ventania, descia a rua íngreme, (...) em meia dúzia de voos rasantes.
Corria alguns metros e o vento empurrava-o, rua abaixo, a escassos centímetros do chão e na vertical.

Nem ele próprio compreendia como iso acontecia. Dirse-ia um domínio, aperfeiçoado, de técnicas asiáticas de levitação aliado a bons conhecimentos de aerodinâmica.
Contudo, pelo que dizem os seus poucos amigos, parece que nenhuma destas ciências o atraía.
(...)

Era grande o espanto que pairava sobre a praia.
Muitas passagens depois até os milhafres regressaram aos seus poleiros altaneiros. Horas mais tarde adivinhava-se que apenas as andorinhas-do-mar, recordistas em voos transatlânticos em latitude, teimavam em acompanhá-lo.
Subitamente um arco-íris de passagem engoliu as cores da sua asa.
Entrou em órbita, pensaram as gentes da praia aliviadas por já poderem respirar. "

João Carlos Fraga, Histórias de Anticiclone, de rum e outras coisas, p.16

domingo, 30 de Abril de 2006

a divina forma humana

há pelo menos cinquenta anos que o trio faz disto


"JORNALISMO DE "ANTECIPAÇÃO" COM CINQUENTA ANOS
No Século em Novembro de 1956." in abrupto
Crítica à intervenção bacoca de "Marco"lino na sala de leitura da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo

- O quebrar do silêncio numa sala de leitura é o ranger da cadeira usada.

O Ilustrador


- O dito estaria melhor à frente da secção de limpeza da CMAH.


O Marujo

quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Imagem

Marinha de guerra - Navio da República Portuguesa CORTE REAL ©Diana Quintela



ROTA.

LEITURAS PARA TODOS OS TRIPULANTES

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quarta-feira, 19 de Abril de 2006

- isso não é música, é praticamente literatura.


Na andaluzia, Ilustrador obteve menção honrosa no trigésimo sexto encontro atlântico-ibérico de percussionistas tradicional ou populares na modalidade de matraca.

Classificação geral: não obteve.

IL

Comi uma bucha às sete e meia e não consegui carregar tudo o queria, em especial: vinho castelão, em homenagem ao próprio; bananinhas da mãe, em homenagem à Senhora minha e algas-salvas, em homenagem ao Trio. Mas cada vez mais ingrato é, nesta oxímera existência, manter a clandestinidade.


“Avilo, desculpa tanta filosofia, o que tenho é sede mesmo… Nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo.”

Ondjaki, Quantas Madrugadas tem a Noite, p. 13.

sexta-feira, 31 de Março de 2006

A saga dos Corte Real (5)

!0!

"Aqui, eu Miguel Corte-Real, por vontade de Deus, me tornei chefe dos índios."



Reaberto o clube de fãns.

Aberto o clube de anti-fãns e o clube de fãns retornados.

segunda-feira, 27 de Março de 2006

AUDÁCIAS CHUMBADAS (2)

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“TALLER DE PROYECTOS PARA EL FOMENTO DE LA CREACIÓN DIGITAL” nas áreas de “Experimentación sonora” e “Videocreación e imagen digital”.

DESCRIÇÃO DO PROJECTO

Para o “Taller”, o Trio propõe-se gravar em tempo real o projecto musical intitulado “A Saga dos Corte-Reais”. Usando como metáfora referenciadora a aventura marítima dos Corte-Reais, pretende-se justapor-lhe sem qualquer rigor histórico uma ilustração musical através de uma gravação em tempo real com recurso a imagens e sons digitalizados, desenhando uma viagem espacio-temporal na esfera terrestre (significando que a viagem poderá ser feita em qualquer sentido: mar e terra, latitude e longitude, também interior e exterior…) com uma ida exploratória extra a Titã – a 14ª lua de Júpiter. Daqui resultará um conjunto de ficheiros de som com imagem que desenharam um percurso dos Corte-Reais tal como o Trio o imagina. Cada execução única pretende atingir vistas largas e uma visão do mundo (ainda que instrumentalizável)!

A Saga dos Côrte-real (Rota sonora e imagética)

a) Fado (Alfama)
b) Missa + canção teológica (Praça de São Pedro)
c) Magrebe (norte de África)
d) Imperialismo (África Austral)
e) Terras do Amaral (Santa Maria)
f) 57 Street (New York)
g) O Magma (interior da Terra)
h) Orgasmo das sereias nativas (Estreito de Magalhães)
i) Titã (14ª Lua de Saturno)

Lajes, 5 de Fevereiro de 2006.
Pelo comandante;

AUDÁCIAS CHUMBADAS (1)

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TRIO FRAGATA

MÚSICA DE CENA

DEZ FIGURAS MONSTRUOSAS

Música, imagem e encenação. Um show em torno de figuras monstruosas que acabaram mal.

Proposta: quatro espectáculos a acontecer nos últimos sábados de cada mês (de Fevereiro a Maio de 2004);

Condições:

1. Música ambiente, antes e depois das actuações;

2. cenografia da sala e disposição das cadeiras e mesas;

3. Projecção de imagens;

4. Materiais necessários: amplificação de som (incluindo leitor de CDs), projectores de luz e projector de imagem;

5. A elaboração do cartaz fica a cargo do Trio; a divulgação é da responsabilidade do CCCAH;

6. Preço: 1500 € por espectáculo.


Pelo Comandante;

quinta-feira, 2 de Março de 2006

leituras para todos os tripulantes

"Com a sua lealdade e idealismo irracionais, os seus ferimentos e a sua sede insaciável por batalhas e por corrigir males perceptíveis, Fernão de Magalhães veio a assemelhar-se a um Dom Quixote da vida real." (p.35)

"No mar, o sono tornava-se o principal luxo, um conforto quase impossível de encontrar. A tripulação fazia sestas sempre que podia, de noite e de dia." (p.116)





"Dios vos salve, señor capitán-general, y maestro y buena campaña" (p.103)

segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Eu quero ser uma entidade oficial



Com este nome Carqueijeiro só podia ser pintor.

"MUNDOpequeno" é o título da sua exposição realizada no âmbito do projecto PAAD - projecto atlântico de arte digital. Tem digital? Se tem, não se nota. Um pequeno mundo que percorrerá de bom grado a Macaronésia. Também esta feita de pequenos mundos.

Algumas lagoas em tinta deste "não açoriano de nascimento" interpretam, segundo Paulus, a "essência da açorianidade". São os vermelhos ("a lava") e os azuis ("o mar")! Mal sabia Vitorino Nemésio que teríamos que esperar por este artista inato para nos mostrar tal enigma.



No catálogo (estará aqui o digital?), as entidades oficiais referem-no como "incansável obreiro", zás; "peregrino da natureza" e da "paisagem", zás; visionário do "sublime", zás; "com formação académica", zás; uma "beleza de trabalho", zás; "uma obra sempre aberta", zás...
O pintor do ambiente fala de si como um transmissor da felicidade que a arte "nos bons museus" e "nas boas exposições" proporciona.

O artista tem, dizem-nos, duas missões - a pintura como missão (que regra geral nos desagradou; muita tinta e muito verniz) e a missão cívica (é secretário regional do ambiente, mas não se nota tanto). Um duplo oficial. Ou, de outra perspectiva, dois meios oficiais.
Um homem bem dividido e um enquadramento duvidoso do messianismo na situação de "encomenda à Marsalis (uma espécie de benefício oficial)".


domingo, 5 de Fevereiro de 2006









- As nuvens é que são do nosso tempo.

- A luz também é da mesma altura.

- A batata é da terra.




- Todos fazem com'ó trio faz.

- Com'ó trio não!


- Todos têm os seus maus momentos.

- todos não!

segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

O trio aproxima-se lentamente do Reino das Algas. Chegada prevista para meados de 2008.

terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Ingrata existência, esta, a de clandestino. Pois quando identificado como tal, não pode actuar na condição de.
Suspeita-se portanto, e apenas, que este registo fotográfico seja do próprio, no único momento diurno em que se aventura a subir ao convés – o lusco-fusco, a hora do crepúsculo vespertino – vislumbrando, assim, o horizonte de ar fresco e não fétido de porão.
(A suspeita baseia-se numa réstia de suposta embarcação própria, da classe tuparware, que embora de guerra, não é de mar alto, obrigando-o à clandestinidade em rotas de longo curso.)

(EgoClandestinu)

“O grande clandestino
(...)
O que é preciso é nunca dormir e ficar vigilante para obrigá-lo ao menos a disfarçar a evidência de suas metamorfoses. (...)
Aí, sim, destruição e reconstituição se confundem. Sacos e sacos vão se enchendo e esvaziando toda a vida. Perde-se até da morte. (...)“

(Aníbal Machado)
http://ogerme.blogspot.com/

domingo, 8 de Janeiro de 2006

Vermeer, a tocadora de guitarra

quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

Fotos do Bill


terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

¿quién es el trío fragata?

????
Este es (el comienzo) de una historia de tres errantes marineros. No había tempestad ni calmaría que les disuadiese de sus intenciones ficcionadas.
El primero, no por la edad pero pelo carisma, lanza voces de orden que a todos sorprende – es el Comandante, el “benemérito”.
El segundo, hay ya vivido medio siglo, y por veces, quita las botas para bañar los pies – es el Inmediato, el “demonio gaitadeiro”.
El tercero, hay abandonado la carrera de grumete, librándose, así, de pulir metales – es el Marujo, el “cronista”.
Y el Trío Fragata, es una admirable embarcación que los sostiene en sus viajes.
Muchos fueron (aunque pocos sin marear) los que pasaron la experiencia de pisar el combés desta embarcación, en los más de ciento y diez años de existencia, habiendo, así, ya fallecidos.
Y muchos otros se cuestionan - ¿quién es el trío fragata? - pues, la fama de las venturas y desventuras deste trío, los precede por esas rutas, alcanzando, muchas veces, confines inexplorables. (…)

(crónicas d’ el Recluso)

domingo, 20 de Novembro de 2005

Tributo a preto e branco





da dupla Vitor Castro e Paulo Cunha resulta simples e bem.



Entre o documentário e o concerto; entre o cinema e a lição; entre a humildade dos artistas e a eterna criação, houve tempo para assimilar quer a música, quer a imagem de CARLOS PAREDES.



Só a duplicação dos próprios (como que ao espelho), já perto do final, - projectados no ecrã a falarem de improviso(?) para a câmara e fisicamente presentes em palco - deixou no ar uma sensação de desconforto, como que a manifestar que a sua presença aguentasse bem o improviso frente ao público ou - caso não se quisesse desiquilibrar uma concepção onde os intérpretes se limitam a tocar - que tal projecção era desnecessária.

quinta-feira, 17 de Novembro de 2005

domingo, 13 de Novembro de 2005

Diário de Bordo revisitado

domingo, 6 de Novembro de 2005

PYGAR: "mais uma experiência sensorial do que intelectual"



00 min.


dinâmica zero
industrial
robotizado
relaxado puff
som desértico
alguma fredezza (não do público)
ambiente "loudge"

10 min.


dinâmica zero


enjoativo


30 min.


abertura de válvulas
pistons


outra abertura

tubos de alumínio


dinâmica/%//'///!M?



FINAL

??
Comentários audíveis:


- inocência contínua.


- doentio; estética viral (só os autores estavam vacinados?).


- não se dirigem para a simplicidade de um só acorde.


- depois da destruição! É NADA, ou zero elevado a zero.



- dar a conhecer o que se faz em Nova York e Pequim.

quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

Projecto CARMINA



+
~
~
+
Do fado à missa negra.
+
+
Em composição.

quinta-feira, 15 de Setembro de 2005

Fortinho de São Mateus

Apesar do Trio ser das poucas instituições que ainda goza férias grandes - regressando ao estudo em Outubro - antecipa, excepcionalmente, a temporada de beneficência com um show/festa do Bill no fortinho de São Mateus já no próximo Sábado, dia 17 de Setembro.

sábado, 30 de Julho de 2005

"... Ficava sozinho na sua gruta, com o espírito livre de qualquer pensamento, sem sequer se preocupar com a recordação dos atributos de Deus ou das frases do Alcorão. Assim concentrado, repetia agora: "" la ilaha illa Allah", "não há outro Deus senão Deus". Começava a recitar a partir do lado esquerdo do peito - o nicho que abriga a ardente lâmpada do coração -, pronunciava a primeira palavra ligeiramente acima do umbigo, depois passava devagarinho para o lado direito, voltando a subir acima do coração, de forma a desenhar um círculo perfeito. Quando a recitação tinha penetrado no seu ser, pronunciava apenas o nome de Alá, repetindo-o até ao infinito. Estranhos fenómenos acompanhavam a oração. Com o ouvido interior parecia-lhe ouvir dentro do corpo sons de trombetas e de címbalos, um rumorejar de água, o mumúrio do vento, o crepitar do fogo, passos de cavalo, o ruído seco das folhas quando o vento sopra e as agita. No fim ocorria o milagre. Sem que Husayn o procurasse, o nome de Alá surgia espontaneamente sobre a sua língua que se soltava num suave abandono."

(Pietro Citati (tr. L. F.), Israel e o Islão - As centelhas de Deus, p.77)

terça-feira, 21 de Junho de 2005


A família dos “Fëtos”!

Eis uma família tresmalhada de significados, entre outros:

Há o natural fëto, que brota nos húmidos matos e que não dá flor, nem fruto, nem semente;

Há o uteral fëto, que tanta discussão provoca sobre a moralidade da vida vs morte;

Há o tradicional confëto, que logo pela sua forma de cândido alvéolo cristaliza os olhos de quem os cobiça, antecipando a longa, doce e derretida degustação;

Há o crítico defëto, que caracteriza tantos e que logo surge apontado por outros tantos que só pecam por não o solucionar;

Há o consequente efëto, natural de qualquer causa e cientificamente estudado;

E há o Táfëto, desejado por uns e odiado por outros, produto de culturas ancestrais, clandestino ou legítimo, surpresa ou não,

Que da flora provém
E pobres famílias alimenta,
Dando um sublime fôlego de vida a quem, com ele, se delicia
Ou um profundo poço de vida a quem, com ele, se torna enfermo,
Sendo estas prováveis consequências quer da forma petrarquina ou shakspeareana.

A qualquer hora do dia, sirva um chá verde às visitas (tripulantes ou passageiros) e pergunte: Táfëto ?

sábado, 11 de Junho de 2005

o trio nos mares da china

quarta-feira, 8 de Junho de 2005

Foram captadas ondas, desfasadas no tempo, difundindo um aviso à navegação:
"A todos os navegantes do hemisfério sul, que se cuidem com as freddezas!"

(expressão esta, popularizada nas rotas da Índia e dos Descobrimentos, por um indesejavelmente famoso marujo de origem italiana. Famoso, porque foi conhecido nas embarcações de muitos comandantes. E esta variedade de currículo é explica pelo "indesejavelmente ", pois, a quando de lhe calharem turnos de vigia, em especial os da gávea, com noites de frieza borrasca, não se continha e lamentava, de pouco a pouco, a alto e bom som: "Aaahhggr r r r , que freddeeeeeza...". Tanto se lamentava o homem que até os clandestinos de quilha o ouviam. Não havia, portanto, tripulação que o aguentasse por mais de uma empreitada e assim que aportavam, lá ia ele à descoberta de algum incauto comandante que não conhecesse tal carcamano.)

© ficção clandestina

terça-feira, 7 de Junho de 2005

O regente Dinis da Silva declara a existência de filarmónicas a mais na ilha Terceira. Fica a peplexidade de saber como tal coisa é possível.
Se existe local de ensaio, se existe instrumental e se existem músicos, como podem as filarmónicas estar a mais?
Será que grupos culturais podem estar a mais?
Existem grupos de Rock a mais?
Existem grupos de folclore a mais?

Ou será que o também denominado 'cabo silva' se referia às filarmónicas fantasmas (têm sede e instrumental mas não têm músicos) como a "15 de Agosto" (sede mãe do trio)?
Quantas bandas fantasmas existem? Também estas deverão acabar?

domingo, 29 de Maio de 2005




sábado, 28 de Maio de 2005

A igreja do Castelo

sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Há os que dizem... Há os que fazem...

Procurem-nos por entre muralhas de S. João Batista,
clandestinando!


"Os Açores no tempo de Cervantes"
Castelo de S. João Batista.
Dia 28 de Maio de 2005. 21:00.


O Trio, nos ossos da morte-viva, irá desencantar Dulcineia del Toboso (PARTE II, cap.XXXV).

quarta-feira, 25 de Maio de 2005

É de registar a ante-estreia da já famosa parelha "Elpídio e Valquírio" em "Adriana".

http://pwp.netcabo.pt/0172079901/portugues/filmes/adriana.html

terça-feira, 24 de Maio de 2005

http://www.cervantesvirtual.com/


A SAGA DOS CORTE REAL (4)
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Os Cortes Reais e a América. Capitão donatário de Angra em 1474 e, mais tarde, da ilha de São Jorge, João Vaz Corte Real participa em viagens de exploração e teria atingido a Terra Nova antes de 1472 e, posteriormente, com os seus dois filhos Gaspar e Miguel, a América do Norte.Gaspar Corte Real realiza duas viagens de descobrimento. A primeira, em 1500, teria atingido a Gronelândia, o estreito de Hudson e percorrido a costa do Canadá até ao rio de São Lourenço. Na segunda viagem, em 1501, a sua caravela desapareceu. Miguel, em 1502, querendo investigar o destino de seu irmão, realiza uma expedição de socorro, de que não regressa. Segundo a inscrição da famosa pedra de Dighton, tornou-se chefe dos índios da região de Wampanois e Provjdence. Estes dois infelizes irmãos foram, portanto, os primeiros europeus a pisar terras da América do Norte.Vasco Anes Corte Real, o irmão mais velho que herdara as capitanias de Angra e São Jorge, desejou partir em busca dos irmãos mas foi impedido pelo rei D. Manuel I.

domingo, 15 de Maio de 2005

O Cmdt. criou o tema 'Kumba Iála no púlpito'.

quinta-feira, 5 de Maio de 2005

No meio disto tudo há muita coisa séria.

Aulético e sacadas.

Entendes a música?

quinta-feira, 7 de Abril de 2005

leituras para todos os tripulantes
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segunda-feira, 28 de Março de 2005

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O trio Fractal

domingo, 27 de Março de 2005

A SAGA DOS CORTE REAL (3)
*
*
"
Carta ao director
:

Desaparecimento do Jardim dos Corte Real indigna estudioso da "Pedra de Dighton"



Caro Senhor Director do Diário Insular:
O meu amigo José Moniz, produtor-moderador há 14 anos do programa semanal com a duração de trinta minutos em português por cabo na Nova Inglaterra, deu-me uma cópia do jornal "Diário Insular", datado de 14 de Maio de 2002, onde vêm publicados dois artigos sobre o Jardim dos Corte Real em frente à baía de Angra do Heroísmo. Fiquei triste com a notícia da Câmara Municipal de Angra querer destruir o referido jardim. Lembro-me muito bem que foi na mesma estrada à beira mar, que em 1969, passei mais de uma hora a conversar sobre os Corte Real como descobridores da América e sobre as inscrições portuguesas da Pedra de Dighton gravadas por Miguel Corte Real, com o investigador e meteorologista Comandante José Agostinho, sem dúvida uma das figuras cientistas mais ilustres do Açores. Parece-me que a desconsideração pelos navegadores Corte Real aí na Terceira já vem de longe! Porque será? Por inveja doutras famílias brasonadas terceirenses ou por ignorância dos factos históricos que só dignificam a História dessa ilha? A Casa dos Corte Real, ou melhor a Casa do Capitão, construída por João Vaz Corte Real em 1474, que devia ser monumento nacional português, está também dada ao desprezo, pois funcionou muitos anos como armazém e parece que presentemente serve de filial ao Partido Socialista! Certamente que o comportamento das autoridades camarárias para com os lugares históricos ligados aos grandes navegadores Corte Real não está a condizer com a definição do Património Mundial que a UNESCO classificou Angra há vários anos! Nós já temos três Réplicas da face da Pedra de Dighton (com uma área de 55 pés quadrados) feitas de fibra de vidro em Portugal Continental: A primeira em 1982, está num monumento especial na Praça do Planetário de Gulbenkian, à entrado do Museu de Marinha, nos Jerónimos, em Belém. A segunda encontra-se no Museu de Oliveira de Azeméis, cidade onde completei o meu curso liceal. E a terceira está desde 2001, no pátio da Biblioteca-Museu com o meu nome em Cavião, Vale de Cambra. Temos estado a fazer diligências para também construímos uma Réplica igual da face da Pedra de Dighton para enviarmos como dádiva para Angra do Heroísmo, mas sabendo da atitude desprezível que Câmara Municipal demonstra pelo significado histórico dos Corte Real, vamos mandar para os trabalhos. Penso que todos angrenses devem saber que Angra do Heroísmo é cidade irmã com a cidade de Taunton, aqui nos Estados Unidos. Achamos muito bem. O que não concordamos é quando o presidente da Câmara de Angra e a sua comitiva vêm aqui a Taunton para festejos, passam apenas a duas milhas de distância na auto-estrada e não vão visitar o Museu da Pedra de Dighton! Isso é verdadeiramente lamentável. Ainda mais. Eu sei que os Srs. têm aí em Angra historiadores ou investigadores que têm emitido a sua opinião sobre as inscrições da Pedra de Dighton, sem nunca terem visto ou examinado a Pedra de Dighton no local. Isso não se faz. Isso é como um médico que medica um doente a duas mil milhas de distância! Está sujeito a matar o doente! Na próxima vinda aos Estados Unidos o Presidente de Angra que traga consigo esses especialistas para verem e apalparem a face da Pedra de Dighton. Que sejam como o Santo Tomé, “ver para crer”. Agradecendo a publicação desta carta, subscrevo-me com os melhores cumprimentos.

(*)
Médico

P.
S. - Se os seus leitores quiserem ver centenas de fotos coloridos e dezenas de artigos sobre a Pedra de Dighton e a história completa sobre os Corte Real podem consultar a minha página na Internet http://www.dightonrock.com/

terça-feira, 15 de Março de 2005

Performance em quatro andamentos (Academia das Belas Artes da Ilha do Cabo Principal da Esquadra de Maria)
P. Fonseca

quarta-feira, 9 de Março de 2005

Notícia:

http://www.assirio.com/newsletter/#7276





segunda-feira, 7 de Março de 2005

Comentários à performance em quatro andamentos


- Este grupo é uma maravilha
É uma maravilha!

- Vamos a ver. Vamos a ver...

(Poeta e Pintora)

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“- Isso foi uma pouca vergonha, homens nús, ainda por cima com senhoras e com o senhor director cá.”

(Funcionária da casa)

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“- A coisa está de tal maneira, que o trio pode, numa aparição, desaparecer misteriosamente do palco deixando apenas umas cinzas”.

(Marujo)

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Milagre

“A alguns dos presentes deram em aparecer chagas desconhecidas da ciência.”
*
«»
*

*
«»
se me aparecesse uma pessoa a dizer
mande-me o seu maço de tabaco amachucado
eu mandava
porque interessava-me
isso interessava-me.


Cmdt. no tema ‘Imperialismo’, do recentemente galardoado CD Vamos p´ra Santa Rita e Pronto.

notícia http://semanal.expresso.clix.pt/
"A
apresentação
do livro de Carlos Bessa Em Partes Iguais é pretexto para a festa da Academia das Artes dos Açores, no sábado, dia 12, em Ponta Delgada. Às palavras que Emanuel Jorge Botelho dirá sobre a obra associa-se a exposição das gravuras que José Quintanilha realizou a partir de quatro poemas do livro há pouco publicado pela Assírio & Alvim. Actuará ainda o Trio Fragata, grupo de música experimental, com quatro composições inéditas, inspiradas nos mesmos poemas. "

domingo, 6 de Março de 2005

A SAGA DOS CORTE REAL (2)
*
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sábado, 5 de Março de 2005

A SAGA DOS CORTE REAL (1)

Leituras para todos os tripulantes



segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005

"Se você vai meter um barco no mar, escolha a sua tripulação e depois lembre-se que a grande coisa para o barco não se afundar é o comandante mandar; e que uma das coisas que um comandante deve fazer é não mandar em nada, mas estar a pensar em tudo, e sobretudo saber que se ele, a cada momento, não souber o que pensa a tripulação, se houver uma falha e o navio for ao fundo, ele tem obrigação de se afundar."

(Comandante Agostinho da Silva)

domingo, 27 de Fevereiro de 2005

VIAGEM À ILHA DEUSA (7)
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Partida

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- Podemos garantir, com verdade, que temos mais de cem anos.
- Conquistamos a ilha.
- Ninguém desmente!
Trio Fragata ou Marcial.

VIAGEM À ILHA DEUSA (6)

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O Teatro das Operações
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Depois de vestida a farda nº 1 a tripulação apresentou-se no teatro das operações.
Contacto directo com o Sr. Adriano - investigador de factos não documentados - e com sua esposa que se revelou uma mulher gentil. Aconselha-se a todos os tripulantes a leitura pormenorizada do "livrinho" que relata os últimos cem anos de história da sede mãe. O Sr. Adriano estranha ainda a não existência de actas que registem o seu mandato. Embora as actas sejam responsabilidade do secretário (possivelmente ele próprio), o Sr. Adriano admite a hipótese de não terem havido reuniões.
Contacto directo com o professor de solfejo Amaral, João ou Coelho; "Coelho não, que eles agora estão com doença" - disse um rapaz que estava a seu lado. O professor Amaral, João ou Coelho ensina na sede Mãe e na Espiritualense. Dirige um coro de capela e é elemento de outro, que é dirigido por um maestro que tem conservatória.
Todas as filhas do criado de balcão são candidatas a sócias-tocantes da sede mãe.
Uma tuba, de duas adquiridas, custou seiscentos contos. Registe-se o preço no caso de se continuar na "rotina" por mais cem anos.
Foram oferecidos pelo imediato - que se encontrava na companhia do marujo - dois brindes ao Batista e a um jovem poeta - assim se auto-denominou mas de poesia não falou. Eles não esperaram pelo segundo. Simultaneamente o Cmdt. estudava, ao espelho, a leitura da pauta em 6 linhas.
O Cmdt. afim de reduzir alguns milhares de horas de ensaio à proposta do Sr. Adriano, necessárias para que "haja um mínimo de qualidade", e como forma de combater a desmotivação, sugere o uso da pauta com seis linhas.
Até ao momento não foram encontrados: O Ernesto; o Demónio e a partitura "a pintassilgo" já há muito desaparecida

quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

*
Será que o trio pensa?

domingo, 20 de Fevereiro de 2005

~
poesia, pintura, música
~
»
»
Angra do Heroísmo, Bar do museu, 25 de Fevereiro de 2005.

~

Ponta delgada Academia das Artes dos Açores, 12 de Março de 2005.
«
»
~
Temas:
1ºs quinze minutos (recepção):
ameaça de motim.

2ºs quinze minutos (encomenda com quatro andamentos):
a) Simetria,
b) Outras quedas,
c) Odores e outras faltas,
d) Carpe diem.

quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005

*
*
O TRIO é fã de Karlheinz Stockhausen

quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005

DIÁRIO DE BORDO
Revisitado
-

"farwel e adieu, a vós,raparigas espanholas
"farwel e adieu,a vós, raparigas de espanha
que manda o nosso comandante..."

Fórum, 24.04.2001

terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005

Está gravado o trio RATINHA.
*
Leituras para todos os tripulantes
*

domingo, 13 de Fevereiro de 2005

correio do clandestino

Corrija-se o registo, da afirmação proferida pelo Ilustrador,

em“DIÁRIO DE BORDO Revisitado”
(Terça-feira, Janeiro 25, 2005)
onde se lê: “(...)clandestino que segundo o ilustrador é filho do cabo daproa.”deve-se ler: “(...)clandestino que segundo o ilustrador é o único filho branco do cabo da proa.”

****E o Imediato?
Esse quixotesco viajante!
Estará p’los baixios?
Ou de licença sem bata?

terça-feira, 1 de Fevereiro de 2005

Na celebração do ano limpo (mirabilis) o trio põe uma pedra sobre o seu passado e começa a angariar patrocínios.

O guarda-fato do Cmdt. está prestes a ganhar rodas, só lhe falta ganhar asas.

quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005

quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005

»«
»«
O CMDT recomenda mais cem anos de anonimato.

terça-feira, 25 de Janeiro de 2005

DIÁRIO DE BORDO
Revisitado

O CMDT chega acompanhado de clandestino que segundo o ilustrador é filho do cabo da proa.

Após estágio intensivo de Rock na Madragoa e no bairro Alto o imediato não aparece, encontrando-se na senda do médico de bordo.

Ordem do CMDT

O trio Fragata só trabalha com dollares mexicanos.



recorda-se o reportório da Boa Hora.

Quarta-feira. 6.6.02
CONTRATOS
O CMDT contrata duas artistas americanas;


uma pianista, que sonha desde criança em fazer parte de uma big band, e outra que gostaria de ser cantora, mas como não sabe cantar serve de companhia à primeira que é sua amiga; em último caso ocupará a bordo o recém criado lugar de BAILARINA DE TITÃ.

domingo, 23 de Janeiro de 2005

CONFISSÕES:
"A vida é trabalho" e "nós somos humanos".

quinta-feira, 20 de Janeiro de 2005

O
som
do trio fragata

A ACÚSTICA DA SONDA HUYGENS A DESCER SOBRE TITÃ,

http://www.esa.int/SPECIALS/Cassini-Huygens/SEM85Q71Y3E_0.html#a

"This recording is a laboratory reconstruction of the sounds heard by Huygens' microphones. Several sound samples, taken at different times during the descent, are here combined together and give a realistic reproduction of what a traveller on board Huygens would have heard during one minute of the descent through Titan's atmosphere."

quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005

terça-feira, 18 de Janeiro de 2005


domingo, 16 de Janeiro de 2005

*
*
O TRIO é fã de Guilhermina Suggia

terça-feira, 11 de Janeiro de 2005


sexta-feira, 7 de Janeiro de 2005


Terá sido o imediato visto a caminho de Santiago?

quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005

DIÁRIO
DE
BORDO revisitado
*
TRIO FRAGATA
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LANÇAMENTO DO JÁ FAMOSO CD


VAMOS P’RA SANTA RITA E PRONTO”


no

ART CAFÉ

Rua da Boa Nova nº7

dia 22 de Junho de 2003, a partir das 16:00.



“De vocês esperava tudo, menos isto.”

Milu
"Eu vi música."
Marchante do talho.
*
*
*
Soube-se de fonte limpa (e afirma-se o sucesso) que o acordeã de comandor o guarda-fatos do Cmdt. e as vaias do ilustrador tocaram o íntimo das casas com reciprocidade espiritual.

sábado, 1 de Janeiro de 2005

quarta-feira, 29 de Dezembro de 2004

verbenas trio fragata


segunda-feira, 27 de Dezembro de 2004

O que vale é que não estamos em guerra.
MÁXIMA ANTIGA DO COMANDANTE
Para questões de fardamento em couro contactar Cindy L. Hansen.

sábado, 25 de Dezembro de 2004


quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004








DIÁRIO
DE
BORDO
revisitado

Os oficiais chegaram passados alguns minutos das 17 horas.
Decidiram homenagear o amigo e maestro Artur T. Von Seca (G.U.M.).
Mais uma vez Kanimambo.
Neste mesmo dia está por decidir a disponibilidade de toda a tripulação para
contribuir junto das forças internacionais na questão do Povo Maubere.

9.9.99





Para
os
Gregos, "(...) os números e a filosofia eram inseparáveis e levavam-nos muito a sério. De facto, os Gregos saltavam borda foram quando se tratava de números. Literalmente. Hípaso de Metaponto estava de pé no convés, preparando-se para morrer. À volta dele estavam membros de um culto, uma irmandade secreta que tinha traído. Hípaso tinha revelado um segredo que era mortal para a maneira de pensar grega, um segredo que ameaçava minar toda a filosofia que a irmandade tinha lutado para construir. Por revelar este segredo, o grande Pitágoras, ele mesmo, sentenciou Hípaso à morte por afogamento. Para proteger a sua filosofia numérica, o culto mataria. Mesmo assim, por muito mortal que fosse o segredo que Hípaso tinha revelado, era pequeno comparado com os perigos do zero."

Charles Seife, ZERO a biografia de uma ideia perigosa.

quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

terça-feira, 21 de Dezembro de 2004

*
IMEDIATO AO COMANDO

CORREIO PARA A TRIPULAÇÃO

Viagem ao concerto/comício do Bloco – 24Set04

(Último dia em terra para o Clandestino. Zarpa amanhã com o sol alto!)

No restaurante Camões.

Ementa do Sr. Doutor (que entra, de peúga na sandália e três sacos de supermercado a esbordar de jornais, a passo miúdo vergado p’la idade e tendo por solícita comitiva de recepção, o Imediato na sua inata generosidade.): Uma dose de salada de polvo, primeiro, e uma dose de jardineira, depois, regadas com uma garrafinha de tinto Grão Vasco e uma de caramulo; de guardanapo no 3º e anafado botão, galga as profundezas do prato a passo mui lento.

Por entre meio, regista-se que:

A sobrinha italiana do Maestro ganadero, toca de corpete, unhas e dentes;

O Maestro ganadero está confiante que “hoje vamos avançar muito!”.

Nota de finca-pé: Registe-se a imperdoável ausência de comitiva de recepção,por parte do bloco, ao Imediato, o qual sem demora nem liame, foi de imediato, por apelo fragateano, recepcionado pelo alcaide D. João da ponte e Cap. Maninho!

Registo de última-ronda: É dado conhecimento de um SOS transmitido pelas 14h59’33’’ GMT.

O extraordinário contextual foi, tendo em conta a natural demora dos meios de socorro, a pronta,imediata e cumplicente manobra do Clandestino que, através de um petrarquino flutuador, susteve o espírito na ausência de corpus.
Registe-se, por fim, a total e óbvia ausência de salvados.


--//--

Dicas para viajantes: Aos que manobram com destreza o velame e se aventuraram a viajar com fornalhas para vapor, aconselhou a fumadora – “era só tapar!!”;

Aos viajantes de longa duração, aconselha o Cap. Maninho – “Não lêvá sápátinho sóciau!!”

Ditos sem manguitos:

“O meu único conselho é: se conseguir levar-me a oferecer-lhe 5000 dólares para não abrir a porta, aceite o dinheiro e vá para casa”, Monty Hall (o das três portas)

“Um bom comandante é indulgente e indiferente à fama!”, Zun Tzu (o general)

segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004


O rock'n'roll cheira a coisa forçada e falsa. Ele é cantado, tocado e escrito na sua maior parte por brutamontes cretinos e, por meio de sua quase imbecil reiteração e suas letrass maliciossas, lúbricas, pornográficas, tornou-se a música marcial de todos os deliquentes de costeleta que existem à face da terra. É a forma de expressão mais feia, brutal, desesperada e nociva que tive a infelicidade de ouvir.

Frank Sinatra

sexta-feira, 17 de Dezembro de 2004

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" pois eu já vi mais de dois asnos irem para governos e se eu levasse o meu não seria coisa nova."

S. Pança (Parte II cap. xxxiii)
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QUAERENDO INVENIETIS

terça-feira, 14 de Dezembro de 2004

Estejam atentos

Está para sair a qualquer momento o CD de natal "INTERFACE ANIMAL".

Participação das duas cantoras fixas: Susana e Babuska.

Inclui a versão Pinheirinho.

quarta-feira, 8 de Dezembro de 2004

http://www.titler.com/

domingo, 5 de Dezembro de 2004

http://www.cmart.design.ru/

sábado, 4 de Dezembro de 2004

Quem é que ganhou mais dinheiro o Demis Russos ou o Vangelis?



quinta-feira, 2 de Dezembro de 2004



quarta-feira, 1 de Dezembro de 2004

Isso de milagres não pode ser de hora a hora.

0

Milagres não pode ser mais do que dois por dia, senão torna-se pecado.


0


Isto não é a tenda dos milagres.
GRAVAÇÃO DE TEMAS RE-ERGUIDOS
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1. Blhue
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2. Quando eles puseram o pé em terra
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Sota-piloto-da-barra-leitor-freelancer-bailarina

T
R
I
O
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F
R
A
G
A
T
A
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UMA FUGA AO VIVO / RUNING TO BE ALIVE
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QUATRO REIS
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1.DANTESCO
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2. SHAKESPEAREANO
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3. ALEXANDRINO
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4. PETRARQUINO

domingo, 28 de Novembro de 2004

000003

"os números têm destas coisas."

sábado, 27 de Novembro de 2004

GREGUERÍAS
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O mais misterioso do barco é que podia estar a navegar agora mesmo por outros mares.
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O mar so vê viajar: ele nunca viajou.
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Naquele café com música, os rins que serviam era de violino.
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As mitaines são luvas para tocar piano nos dias gelados.
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Na noite alegre, a lua é uma pandeireta.
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O rapaz que toca harmónica chupa um caramelo de acordeão.
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Ramón Gómez De La Serna, Greguerías (tr. J.S.M.)

quinta-feira, 25 de Novembro de 2004

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^^
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!
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O Cmdt., numa exemplificação musical do 'pinheirinho' (Single brevemente à venda), prendeu um pêlo branco do bigode na gaita de ilustrador.

segunda-feira, 22 de Novembro de 2004

Há que rever a questão da retoma: afinal o trio recebe ao nível dos profissionais do Senhor roubado.


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S
a
n
t
a
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Hoje é dia de Santa cecília; a santa padroeira dos músicos fumadores ou não.
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S
a
n
t
a
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Concorda com a música renascentista, executada numa perspectiva conservantista e de experimentação em forma de Concertos Promenade?

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sexta-feira, 19 de Novembro de 2004


quinta-feira, 18 de Novembro de 2004

HI HOTEL REINA ISABEL E PALÁCIO DA SALSA
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VENTOS DAS CANÁRIAS PELA VOZ DO ALCAIDE
:
O pianista (vulgo maestro ganadero) atirou-se do palco e levou toda a noite a ganir, vá-se lá entender os pianistas:
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- Ai, Ai, Ai.
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- Porto rico.
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Trazia na algibeira do casaco toda a medicação aconselhada pelo médico de bordo pelo que não foi preciso passar na farmácia.

`.-.´
¨

Resposta do Aspirante Gilinho ao Comissário Esteves da Biologia:


"Se a tauromaquia é cultura, o canibalismo é gastronomia".
"Foi deveras, pelo caminho, fez uma deligencia pelas calçadas de Lisboa. Lembra-me dum projecto de pôr uma coroa de espinhos e um manto num Touro Bravo da Terceira com uma imagem de sofrimento. As respostas foram esclarecedoras: "sem vida mas bem tratados" Mas continuo à espera da vingança numa "Dança de Armas de Destruição Maciça". Enfim."

Comissário Esteves da Biologia

quinta-feira, 11 de Novembro de 2004

quarta-feira, 10 de Novembro de 2004

terça-feira, 9 de Novembro de 2004

:,,,,,,,:
«.^^.»
(^)
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O imediato foi às Canárias com o Canarinho.

terça-feira, 26 de Outubro de 2004


terça-feira, 19 de Outubro de 2004

http://landing.ancestry.com/search/results.aspx?html=results4searchagain2&sourceCode=13443&firstName=&LastName=&Email=&fn=&ln=Fragata&gspl=1%2CAny+Locality&Submit=Search
http://auxiliardebailarina.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de Outubro de 2004

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Para as Casas da Cultura é preciso experiência por detrás do balcão!

Ilustrador

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Grupo de intervenção Free
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Não houve nem momentos muito altos nem momentos muito baixos.
Cmdt.

quarta-feira, 13 de Outubro de 2004


segunda-feira, 11 de Outubro de 2004

O púlpito está pago, ainda que com o problema do potenciómetro agravado.



Nota de contabilidade

A retoma não se verif